Cuiabá, 29 de Junho de 2022

Varíola do macaco pode levar à morte, diz especialista na França, onde 1° caso foi confirmado

G1

França confirmou nesta sexta-feira (20) o primeiro caso de varíola do macaco. O paciente é um homem de 29 anos que não viajou a um país onde o vírus circula. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não há motivos para pânico, porque a doença é, na maioria dos casos, benigna e de baixa transmissão entre humanos. No entanto, alguns especialistas lembram que formas mais severas existem e podem ser mortais.

O paciente francês está isolado em seu domicílio na região de Paris. As autoridades sanitárias devem agora identificar as pessoas que tiveram contato com ele para limitar a propagação da doença.

Esse tipo de varíola foi descoberto em 1958 na Dinamarca, em macacos de laboratórios, e por isso ganhou esse nome. “Mas atualmente são principalmente roedores que carregam esse vírus”, lembra Jeanne Brugère-Picoux, professora de veterinária e membro da Academia francesa de Medicina, em entrevista à RFI.

O primeiro caso em seres humanos data de 1970 e foi registrado na República Democrática do Congo. Desde então, as contaminações no homem ocorreram principalmente no continente africano ou foram importados dessa região do globo, explica a professora. Já em 2003, um pequeno surto foi registrado nos Estados Unidos, com 70 crianças infectadas após terem tido contato com roedores que haviam sido infectados em uma loja de animais, na qual havia espécies trazidas da África.

Mais grave que uma catapora

 

Agora, desde 6 de maio, a varíola do macaco já foi detectada em dezenas de pessoas no Ocidente. Com exceção da primeira vítima, que havia viajado para a Nigéria, as outras contaminações aconteceram principalmente na Europa, sobretudo no Reino Unido, entre homens homossexuais ou bissexuais, apontam as autoridades. Além da França, que acaba de confirmar uma ocorrência, Espanha, Portugal e Canadá anunciaram, no começo desta semana, terem encontrado uma dezena de casos suspeitos.

A varíola do macaco se manifesta por meio de lesões na pele. “Parece uma catapora, mas é um pouco mais grave. Geralmente as pessoas se curam, mas podem ficar com sequelas”, explica a professora. “O vírus pode ser grave entre 1% e 10% dos casos, principalmente nos mais jovens, e pode até levar à morte em pessoas que têm uma saúde frágil ou crianças pequenas”, completa a especialista.

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